O termo parapsiquismo foi utilizado pela primeira vez em 1908, para descrever as ocorrências cujas origens não tinham motivos razoáveis nas leis e forças naturais conhecidas. Recebeu este nome para referir-se aos fenômenos que iam além do psiquismo cerebral. Qualquer evento a ocorrer em alguma dimensão não-física é chamado de parafenômeno e pode ser percebido pelo parapsiquismo.
Os parafenômenos são identificados por diferentes termos ao longo da história, dentre eles: fenômeno anímico, fenômeno espiritualista, fenômeno mediúnico e fenômeno sobrenatural. Independente da nomenclatura adotada, é possível encontrar vasta literatura sobre o assunto para fins de estudo, sendo necessário, porém, discernimento para identificar dentro do material encontrado o que é útil e científico.
É possível perceber que pessoas com maior desenvolvimento parapsíquico por muito tempo foram, e ainda são, chamadas de sensitivas e são tratadas tal qual santas, sábias ou, até mesmo, ser superior. Sentir o ambiente “pesado” na presença de alguém ou algum objeto específico; ter seu padrão emocional alterado por ações alheias; ou pressentir que alguém vai ligar e isso acontecer são alguns exemplos clássicos de parapsiquismo no cotidiano.
Ao desenvolver as percepções além das dos 5 sentidos, o indivíduo ganha autonomia, amplia a lucidez, desassombra o medo da morte e permite maior aprofundamento no contato consigo, pela autopesquisa. A partir desta, ocorre o entendimento sobre si e as relações com outras consciências e ambientes, compreendendo a importância de assistir aos outros. O aprofundamento interno qualifica a capacidade de percepção e consequentemente o parapsiquismo, sendo possível utilizá-lo em prol da assistência.
A tríade parapsiquismo, autopesquisa e assistência
A tendência à assistência aprimora o parapsiquismo e permite maior autoconhecimento, pois cada vez mais a consciência amadurece, entende o processo evolutivo e as relações interpessoais, podendo desencadear, inclusive, retrocognições, parafenômeno que permite a rememoração de vidas passadas. Quanto mais a consciência se abre para a assistência, mais ela expande e entende seu potencial de assistir, podendo atuar além de seu grupocarma e tendendo para o policarma.
Vale ressaltar que eventos parapsíquicos sempre existiram e o paradigma consciencial provoca alguns questionamentos quanto a estas vivências: como podemos utilizá-lo; para que; em benefício de quem; qual a intenção em desenvolvê-lo e aprimorá-lo. A qualificação do parapsiquismo inicia-se pela criticidade e ponderação dos fatos, para não haver romantização dessa importante ferramenta evolutiva.
Melhor desenvolve seu parapsiquismo quem tem as melhores intenções de assistir ao outro.
Referências
Schneider, João. História do Parapsiquismo
Vieira, Waldo. 700 Experimentos
Vieira, Waldo. Nossa Evolução
Texto escrito por Caroline de Oliveira, voluntária da ASSIPI (2021)

