A ectoplasmia é o fenômeno de materialização de componente orgânico transparente e de doação de energia mais densa: o ectoplasma, que pode assumir aparência esbranquiçada ou leitosa, com consistência esfumaçada ou viscosa. Além disso, a partir da ectoplasmia é possível realizar, por exemplo, as aparições de pessoas e objetos; paracirurgias; fenômenos físicos e efeitos de cura. O acontecimento per se não possui caráter negativo ou positivo, porém seu teor será diferenciado pela intenção e discernimento aplicados pela consciência.
A ectoplasmia foi tema de pesquisa de diversos estudiosos ao longo dos anos, porém seu propositor de maior destaque foi Charles Richet, cuja obra mais conhecida é o Tratado de Metapsíquica no qual descreve diversos experimentos que realizou a partir deste fenômeno. Richet efetuou pesquisas sobre o ectoplasma e testou sua aplicação com a ajuda de médium ectoplasta. Denomina-se ectoplasta a pessoa com auto herança parapsíquica favorável à doação de ectoplasma, capaz de potencializar tal atributo paraperceptivo em favor de si e dos outros, para fins terapêuticos e/ou profiláticos ou promover efeitos físicos aparentemente inexplicáveis.
Para experimentar o fenômeno da ectoplasmia deve-se estar atento aos efeitos gerados e, a partir da observação, autopesquisa e experimentação, será possível desenvolver conhecimentos práticos sobre o assunto.
A tríade parapsiquismo, autopesquisa e assistência
O professor Waldo Vieira cita no seu livro Léxico de Ortopensatas o fato de todas as pessoas serem parapsíquicas e ectoplastas, porém na Conscienciologia considera-se ectoplasta a pessoa autoconsciente do fenômeno e sabedora de sua aplicação de maneira assistencial. Para realizar, a partir da vontade, a ectoplasmia e vivenciá-la de maneira mais plena é necessária a aplicação do crescendo ectoplasma-ectoplasmia-ectoplastia. Isso significa que primeiro deve ocorrer a compreensão da existência de ectoplasma; depois do fenômeno advindo da aplicação dele; e só então será possível, a partir de experimentação e treino, realizar seu emprego lúcido.
São inúmeras as aplicações do ectoplasma, desde a materialização de objetos e personalidades, até movimentação de objetos intrafísicos, além de fenômenos físicos como luzes piscarem sem acionamento de energia elétrica; quebra de objetos sem realizar qualquer movimento físico ou sonoro; e cirurgias físicas, realizadas por médiuns que retiram nódulos internos sem usar objeto cortante ou outros procedimentos cirúrgicos.
Para entender o próprio funcionamento na realização de ectoplasmia é importante conhecer sua origem, ou sua “raiz” pessoal. Ela vai variar de acordo com sua experiência na doação de energias em outras vidas e na vida atual, variando a partir do tipo do uso. Caso você tenha sido xamã em vidas passadas provavelmente terá mais facilidade no uso das energias ao pensar em elementos da natureza. Para descobrir e saber aplicar este conhecimento de forma mais lúcida é interessante utilizar a técnica da mobilização básica das energias (MBE) predispondo o desenvolvimento energossomático. Somando-se esta técnica com a aplicação dos registros das parapercepções você será capaz de otimizar o desenvolvimento da sua ectoplastia.
A partir do autoconhecimento e da autopesquisa poderão ser criadas sinapses que, alinhadas a maior nível cosmoético, permitirão assistência mais qualificada. Isso ocorrerá porque o ciclo de autorreflexões quanto ao aperfeiçoamento intraconsciencial repercutirá na capacidade bioenergética assistencial. A partir disso será possível trocar os efeitos negativos de ectoplasmia descontrolada, a exemplo de: poltergeist, acidentes de percurso, efeitos físicos não desejados; e outros, por efeitos mais positivos e assistenciais, a exemplo de: prestação de socorro multidimensional; realização de resgates extrafísicos; encapsulamento parassanitário potente; e até paracirurgia.
São vários os fatores que interferem na ocorrência da ectoplasmia, sendo a maioria deles relacionados ao ectoplasta que provoca o fenômeno, seja de maneira consciente ou não. Por isso é urgente a autopesquisa e o autodiscernimento quanto ao próprio potencial ectoplasta para que a ocorrência seja feita de maneira útil e principalmente segura.
Você, leitor ou leitora, alguma vez refletiu sobre o próprio potencial ectoplástico?
Esse texto foi escrito por Paloma Livramento, voluntária da ASSIPI
Referências
Vídeos: Diálogos Online: Raízes da Ectoplasmia – Fitoectoplasmia e morfogenia de ambientes extrafísicos; Ectoplasma (O Filme)
Livro: Léxico de Ortopensatas
Verbetes: Jovem Ectoplasta; Ectoplasma; Conscin Ectoplasta; Efeito da Ectoplasmia
Artigo: Ectoplasmia e Relações Interassistenciais

